Pois é, a dupla esteve mais uma vez numas mini-férias e desta vez, escolhemos Arouca.
Queríamos Serra, mas não Serra da Estrela e também não queria conduzir tanto até ao Gerês. Tinha através do Google Maps, reparado que perto de Águeda (onde já tinhamos estado), havia uma zona bem grande com serra… a zona de Arouca.
Bastou ir ao site do Geocaching e ao da Câmara Municipal de Arouca, para perceber que tinha potencial. O primeiro, porque queríamos fazer geocaching, e através das caches lá marcadas, vimos que tinha potencial. Depois porque no site da CM Arouca, na zona do Turismo eles marcam cerca de 16 Percursos Pedestres… sim 16!
Dia #1
Dia da chegada, já ao fim da tarde, foi só para fazer o check-in no Hotel de S. Pedro.
Dia #2
No dia anterior tinhamos já marcado algumas das caches que pretendiamos fazer, decidimos que neste dia iamos explorar a zona Norte, junto do rio Paiva. Começámos por fazer uma cache perto da cidade mas já em terra batida, óptimo para testar o 4×4 emprestado (do pai). De seguida fizemos mais um de acesso dificil e apenas a pé ou 4×4 e depois fizemos as 3 do rio Paiva… que locais fantásticos. Ficámos mesmo fãs daquelas praias fluviais, e era bom voltar lá no Verão.
Dia #03
Neste dia decidimos ir explorar a Serra da Freita, já tinha como referência no Twitter, colocámos uma série de pontos no GPS e toca a subir a serra. Começámos com duas caches na subida para a serra, com um ar gelado que até fazia doer os pulmões (mas que sabia muito bem). Nestas duas caches, tenho mesmo que destacar RDM-Detrelo da Malhada , que tem uma vista…. B-R-U-T-A-L.
Depois de subirmos a serra fomos tentar duas caches que estavam bem perto, mas nem uma nem outra… a primeira simplesmente não encontrámos a cache, a segunda era de dificil acesso e deixámos para trás.
De seguida tinhamos a tão falada Cascata da Frecha da Mizarela… e mais uma vez, BRUTAL! A queda de água é mesmo brutal, é uma altura que não lembra a ninguém (75 metros) e onde encontrámos la em baixo, dois malucos a escalar!
Feita uma das caches com vista para a Cascata, tinhamos mais 3 como objectivo, e um delas (Portela da Anta II) revelava-se mais “complicada”, pois ainda ficava uns bons metros da estrada principal e não apetecia deixar o carro ali, mas tinha um ribeiro a “impedir” a passagem. As marcas de outros veículos 4×4 estavam lá, por isso impossível não era. Fui ver a altura da água e era bem razoável (inclusivé tem uma lage de propósito para facilitar a passagem), tracção ligada… devagar devagarinho e sem problemas lá chegámos.
Das outras duas que fizemos, destaco a das Pedras Parideiras, que está num local onde podemos encontrar um fenómeno que só existe aqui e na Rússia!
Pedras Parideiras são um fenómeno geológico raro, um tipo de pedras que brotam de uma rocha-mãe, um bloco nodular de origem granítica com 1000 x 600 m, daí se chamarem Parideiras. Os nódulos de 1 a 12 cm de diâmetro com formas discóides e biconvexas são compostos pelos mesmos elementos mineralógica do granito, a camada externa é composta por biotite e a interna possui um núcleo de quartzo e feldspato potássico. Estes nódulos ao se desincrustarem dos núcleos da rocha-mãe por termoclastia deixam uma camada externa em baixo relevo nos núcleos da rocha-mãe e espalham-se à volta desta.
Dia #04
Dia de deixar o fantástico Hotel de S. Pedro e seguir para o nosso dia de tratamento “VIP” em S. Pedro do Sul.
Já sabiamos que através da Serra da Freita podiamos ir ter a S. Pedro do Sul, mas achei que podiamos perguntar ao GPS (TomTom) se havia um caminho melhor. Caminho traçado este começa a enfiar-nos por uns caminhos estranhos para sul, e nós a pensar que iamos apanhar uma Estrada Nacional ou assim…. WRONG, enviou-nos para a Serra da Freita mas por um caminho bem pior! Enfim… GPS’s!
O caminho para S. Pedro do Sul é bastante agradável, tem vistas bastante boas e zonas bastante verdes e bonitas… já S. Pedro do Sul.
Eu percebo que seja um centro Termal, muitas pessoas vão lá para os balneários para serem tratados etc… mas custava assim tanto dar uma limpeza geral á vila? Aquele rio mete pena… está horrível e a oferta a nível de restaurantes e afins também não é a melhor, salve-se o Restaurante do Ti Joaquim e um café muito bacano que encontrámos à beira-rio.
Dia #05
Dia de bazar…
Ida de S. Pedro do Sul para Vouzela, Viseu, IP3 até Coimbra e depois Leiria.
Foi bom e souberam muito bem, no final o balanço é este:
- O Hotel de S. Pedro em Arouca é bom e recomenda-se!
- O Hotel do Parque em S. Pedro do Sul não é assim tão bom.
- A zona de Arouca tem um Parque Natural fantástico a descobrir.
- Quero um 4×4!
- Banho Turco é fantástico!
- 12 Caches feitas na zona, fazendo um total de 27 até ao momento.
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